sábado, 19 de agosto de 2017

SERGEY BASOV

SERGEY BASOV - Dia ensolarado no Volga - Óleo sobre tela - 60 x 100 - 2009

SERGEY BASOV - Madeiras lacustres - Óleo sobre tela - 80 x 60 - 2015

SERGEY BASOV - Recanto da Sibéria - Óleo sobre tela - 70 x 100 - 2009

A escola russa de paisagens é ainda uma das mais diversificadas existentes. Mesmo à frente com tendências e estilos bem contemporâneos, ainda é possível encontrar muitos bons artistas fiéis à antiga escola clássica de paisagens, herança dos tempos de Shishkin, Polenov, Vasiliev e tantos outros. Sergey Basov é um desses artistas que se mantém fiel à antiga tradição das paisagens clássicas russas. Considerado um dos grandes nomes do momento, nessa representação específica.

SERGEY BASOV - Lagoa - Óleo sobre tela - 2008

SERGEY BASOV - Noite no lago - Óleo sobre tela - 2004

SERGEY BASOV - Um lago na montanha - Óleo sobre tela - 140 x 180 - 2013

Sergey Basov nasceu em Yoshkar-Ola, no ano de 1964. A cidade é capital da República russa de Mari El, e foi um importante ponto de transporte e distribuição de comércio até o colapso da União Soviética. Com a desativação de muitos postos estatais da região, uma parcela enorme da população emigrou para os grandes centros. Muitos artistas se viram obrigados a deixar a região e abrigar nos centros artísticos mais disputados, como Moscou e São Petersburgo. Até hoje, ainda não foram sanados os grandes estragos dos tempos áureos da economia russa de tempos passados.

SERGEY BASOV - Costa do Kama - Óleo sobre tela - 70 x 100 - 2016

SERGEY BASOV - Luar no inverno
Óleo sobre tela - 120 x 60 - 2015

SERGEY BASOV - Noite de inverno na vila - Óleo sobre tela - 2013

Basov iniciou na vida artística em 1980, mas, por uma série de desafios que o artista precisava passar naquela época, acabou se graduando no Instituto de Aviação de Kazan, em 1987. Membro do Fundo Internacional de Arte e posteriormente membro da União Profissional de Artistas, vem prestando uma enorme contribuição ao paisagismo russo, mantendo-se fiel à antiga tradição de paisagistas do século XIX e início do século XX. Por mais que os estilos se diversifiquem e que artistas se manifestem nas mais variadas tendências, é sempre bom encontrar artistas de qualidade e que se mantém fiéis aos grandes mestres clássicos do passado. A Rússia já possuiu uma das escolas paisagísticas mais respeitadas do passado.

SERGEY BASOV - Outono - Óleo sobre tela -  70 x 100 - 2009

SERGEY BASOV - Cena pastoral - Óleo sobre tela - 2013

SERGEY BASOV - Um lago na floresta - Óleo sobre tela - 2009

Como um dos melhores representantes realistas russos desse tempo, Sergey Basov trabalha exclusivamente com arte desde os anos 1990. Atingiu um domínio técnico de pintura muito semelhante aos seus mestres de referência, e possui um bom gosto impecável e senso de estilo muito necessário para se manter em suas propostas. Diversos críticos classificam seu trabalho como maravilhosamente poético, sempre encontrando um público fiel e agradecido por ressuscitar um estilo que já rendeu tantas glórias à pintura russa.

SERGEY BASOV - Noite na floresta - Óleo sobre tela - 110 x 150 - 2017

SERGEY BASOV - Paisagem com rio - Óleo sobre tela - 70 x 100 - 2008

SERGEY BASOV - Caminho na floresta -  60 x 100 - 2009


A paisagem é venerada nas obras de Basov, em toda sua opulência. Lagos, rios, campos, montanhas, caminhos florestais e estradas rurais, nada escapa a seus olhos atentos e observadores. Sempre trabalhando em grandes dimensões, o artista cria obras de impacto e forte apelo emocional. Inevitável não associar suas obras aos seus grandes mestres de referência. Suas obras são colecionadas principalmente por russos que moram no exterior, saudosos em manter uma lembrança viva de seu país.


sábado, 12 de agosto de 2017

BERNDT LINDHOLM

BERNDT LINDHOLM - Marinha - Óleo sobre tela - 61 x 83

BERNDT LINDHOLM - Vida na vila
Óleo sobre tela - 46 x 67 - 1884

BERNDT LINDHOLM - Arrebentação - Óleo sobre tela - 45 x 64

A referência clássica para o estudo de paisagens, no século XIX, era a Alemanha, especialmente a Escola de Dusseldorf. Praticamente quase todos os artistas das escolas nórdicas europeias se formaram por lá. Berndt Lindholm também começou seus estudos por lá, mas, depois de uma viagem à França, apaixonou-se completamente pela abordagem paisagística dos franceses e tornou-se assim, o primeiro artista nórdico a migrar das referências alemãs para as referências francesas. Condenado por muitos contemporâneos seus por isso, é hoje reverenciado exatamente por essa sua audácia. Ser precursor em qualquer manifestação artística tem seus riscos.

BERNDT LINDHOLM - Descansando na natureza
Óleo sobre tela colada em painel - 68 x 104 - 1869

BERNDT LINDHOLM - Embarcação no horizonte
Óleo sobre tela - 30 x 69,5 - 1891

BERNDT LINDHOLM - Praia - Óleo sobre tela

Berndt Lindholm nasceu na cidade finlandesa de Loviisa, a 20 de agosto de 1841. Era o segundo filho dos cinco que teriam o casal Otto Berndt Lindholm e Betty Edberg. O pai era formado em direito e tornou-se juiz deputado distrital e magistrado, na cidade de Loviisa. Com 13 anos de idade, Berndt começou a estudar desenho com Johan Knutson, em Porvoo. Na primavera de 1856, a família se mudou para Turku, onde ele continuou os estudos de desenho com RW Ekman, numa escola da cidade. Ele gostava das aulas e se dedicava ao que aprendia, mas ainda não havia pensado a sério a carreira de artista. Foi uma exposição do paisagista Werner Holmberg, na Sociedade de Belas Artes de Turku, no verão de 1859, que o influenciou bastante na decisão de seguir a carreira mais seriamente.

BERNDT LINDHOLM - Vacas em pastagem - Óleo sobre tela - 32 x 53 - 1880

BERNDT LINDHOLM - No cais
Óleo sobre tela - 44,5 x 33,5 - 1886

BERNDT LINDHOLM - Veleiro na costa - Óleo sobre cartão - 27 x 45

Sua primeira viagem fora do país se deu no verão de 1862, o mesmo ano que formaria bacharel. Tinha como objetivo principal, visitar Copenhague, na Dinamarca, mas também esteve em Gotemburgo, onde conheceu Lina Bohle, que mais tarde se tornaria sua esposa. Com a morte do pai, em 1861, sua mãe retornou para Loviisa. No ano seguinte, o mesmo que se tornaria bacharel, ele foi morar em Helsinque, onde exercitou com várias releituras de paisagens de Werner Holmberg. Ele começou a estudar numa universidade local, mas sob a insistência de Magnus von Wright e Fredrik Cygnaeus, acabou indo para Dusseldorf, no outono de 1863.

BERNDT LINDHOLM - Marinha - Óleo sobre tela - 45 x 55

BERNDT LINDHOLM - Paisagem em Bohuslän
Óleo sobre tela - 37 x 54

BERNDT LINDHOLM - Vista costeira - Óleo sobre tela - 40 x 61 - 1879

Houve um certo desapontamento na chegada de Lindholm em Dusseldorf porque Hans Gude, um respeitado professor indicado por Holmberg, não lecionava mais por ali. Oswald Achenbach era o novo professor de paisagens e tinha uma atração muito grande pelos motivos ensolarados da Itália. Embora fosse uma referência inquestionável, Lindholm gostaria de alguém que tivesse uma influência maior à abordagem de paisagens nórdicas, sua região. Já em agosto de 1864, ele partiu para os arredores de Munique, para desenhar e pintar ao ar livre, com o companheiro e mestre Philip Röth, cujos estudos feitos em plein air ele admirava bastante. Ele já não frequentava a academia com assiduidade e dava preferência pelas aulas noturnas.

BERNDT LINDHOLM - Barcos numa paisagem de verão - Óleo sobre tela - 37 x 59 - 1901

BERNDT LINDHOLM
Paisagem da Finlândia com cavaleiros
Óleo sobre tela - 76 x 121 - 1866

BERNDT LINDHOLM - Verão no Arquipélago Itä-Uusimaa - Óleo sobre tela - 73 x 96 - 1891

O ano de 1865 traria boas surpresas para Lindholm. Ele finalmente conseguiria um ano letivo com Hans Gude. Seu novo mestre estava numa fase mais realista e bastante envolvido com cenas litorâneas. Gude acabou se tornando o mestre mais importante de Lindholm, e não é de estranhar sua influência para os mesmos temas do aluno. Nos dois anos seguintes, Lindholm moraria na Finlândia, onde dividiu um estúdio com Munsterhjelm em Helsinque. Eles se davam bem e chegaram a fazer uma mostra conjunta na universidade da cidade.

BERNDT LINDHOLM - Montmartre, Paris - Óleo sobre tela - 32,7 x 46,6 - 1875

BERNDT LINDHOLM - Cena de arquipélago
Óleo sobre tela - 51 x 87 - 1888

BERNDT LINDHOLM - Vista de Ladoga - Óleo sobre tela - 57 x 67,5 - 1878

No ano de 1867, ele participou da Exposição Mundial de Paris, período que entraria em contato com as obras dos artistas daquele país. Era tudo muito novo e diferente naqueles novos contatos e Lindholm ficou encantado com a abordagem técnica e temática de Daubigny. Ele se mudou para a cidade em 1869 e ali ficaria até o verão de 1870, tornando-se um devoto confesso da arte dos franceses, escolha que já lhe rendia alguns contratempos. Emil Nervander o acusava de plagiar mestres antigos, com finalidades comerciais, tudo porque havia deixado a Escola de Dusseldorf. Mas Lindholm não se intimidou. Paris o havia conquistado de vez, e foi ali que aprendeu a ver a natureza de primeira mão. No seu retorno a Helsinque, em 1870, afirmava ser um defensor da Escola de Barbizon e que gostava especialmente de Daubigny e Corot. E também se dizia voltado para a nova vertente que se proclamava impressionista, de onde admirava Manet, Barthold Jongkind e Pisarro.

BERNDT LINDHOLM - Pinheiros na praia - Óleo sobre tela - 19 x 32 - 1883

BERNDT LINDHOLM - Litoral com velas no horizonte
Óleo sobre tela - 30,5 x 52 - 1877

BERNDT LINDHOLM - Praia em Vasterskog - Óleo sobre tela - 39 x 65 - 1883

Uma clara influência do Impressionismo nas obras de Lindholm foram notadas por volta de 1870. A cor e a luz ganharam uma abordagem bem diferenciada dos anteriores trabalhos. Entre os anos de 1870 e 1871, Lindholm passou um período na Finlândia e Suécia, época de auge da Guerra Franco-Prussiana. Ele trabalhou um longo tempo com a produção de gravuras, e fez uma estrutura financeira razoável para se casar em 1872, com Lina Bohle. No ano seguinte, ele voltaria para Paris e ficaria por lá até inícios de 1876, mesmo passando todos os verões na Suécia. Ele já era uma artista valorizado, mas em seu país, ainda era visto como um traidor, influenciado pelo novo estilo francês. Em 1874, num concurso de pintura de paisagem na Finlândia, ele foi derrotado por Hjalmar Munsterhjelm, antigo amigo com quem já até dividira ateliê. A derrota se mostrou como uma declaração de vingança direta dos jurados finlandeses, uma vez que Lindholm quase não ficava no país. Isso o deixou decepcionado com o país e se fixou mais na Suécia. Durante muitos anos, sua amizade com Munsterhjelm ficou abalada.

BERNDT LINDHOLM - Vista de uma praia - Óleo sobre tela - 57 x 93

BERNDT LINDHOLM
Um caminho na floresta
Óleo sobre tela - 128 x 96 - 1883

BERNDT LINDHOLM - Surges - Óleo sobre tela - 35 x 50 - 1898


Em 1878 ele se tornou curador na Galeria de Arte de Gotemburgo, no mesmo ano assumira o cargo de curador da Associação de Arte de Gotemburgo e em 1879 tornaria diretor do Museu de Gotemburgo e da Escola de Desenho daquela instituição. Ocasionalmente passou a expor na Finlândia e até ganhou uma premiação por lá, em 1877. A década de 1870 veria um trabalho de Lindholm mais realista, com influência direta do francês Courbet, com vários trabalhos de rochas do litoral sueco e das costas rochosas perto de Gotemburgo. Mas, o mundo estava todo em mudanças naquele momento, até o Impressionismo já perdia seu espaço para novos movimentos. Jovens de movimentos alternativos de Gotemburgo começaram a perseguir Lindholm e sua arte. Ele se refugiou na Noruega e pintou as montanhas do país. Sua visão se deteriorava drasticamente e a saúde se encontrava abalada, pelos anos exaustivos de pintura ao ar livre nas terras geladas daqueles países nórdicos. Berndt Lindholm faleceu em Gotemburgo, na primavera de 1914, no dia 15 de maio.

BERNDT LINDHOLM - Vista costeira - Óleo sobre tela - 50 x 87 - 1879

domingo, 23 de julho de 2017

GYULA BENCZÚR

GYULA BENCZÚR - A Recuperação do Castelo de Buda
Óleo sobre tela - 356 x 705 - Magyar Nemzeti Galéria - 1896

A Recuperação do Castelo de Buda em 1686” foi a última grande obra da carreira de Gyula Benczúr, e certamente a última grande obra histórica da pintura húngara, uma vez que essa temática entrou em decadência nos anos finais do século XIX. Foi pintada no ano de 1885, para as celebrações do milênio da cidade. Buda, antiga capital da Hungria, hoje conhecida como Budapeste, foi conquistada pelos turcos em 1541, e essa ocupação duraria 145 anos, quando foi finalmente reconquistada com a ajuda de Karl of Lotharingia e Eugene de Savoy. Essa pintura foi uma espécie de homenagem à necessidade histórica de recuperação do Império Austro-húngaro, lembrando que a Hungria foi definitivamente livre dos turcos entre 1686 e 1687.

GYULA BENCZÚR - A Recuperação do castelo de Buda (detalhe)

GYULA BENCZÚR - A Recuperação do castelo de Buda (detalhe)

Certas obras históricas são tão contundentes, compostas envolvendo tanta veracidade, que ficamos acreditando realmente que parece não ter sido de outro jeito. Temos exemplos ilustres na História da Arte, de cenas que se transformaram em ícones, sejam baseadas numa temática real ou idealizadas. Exemplo clássico é o da “Santa Ceia” pintada por Leonardo da Vinci, que atravessou séculos se impondo como um modelo de veracidade e se transformando numa das obras mais reproduzidas de todos os tempos. Aqui no Brasil, a cena “Independência ou Morte”, pintada por Pedro Américo, é mais um típico exemplo de como uma obra bem idealizada e composta se transforma definitivamente num ícone. A grande obra pintada por Benczúr, para comemorar a retomada de Budapeste, é também um daqueles ícones históricos, que se impõe imediatamente sobre o imaginário de todos, quando se pronuncia sobre o episódio ocorrido.

GYULA BENCZÚR - A Recuperação do castelo de Buda (detalhe)


Impressionante essa edição em 3D da obra acima

A obra é imponente não só pela sua bela estrutura e execução, mas também pelas suas dimensões. A tela tem 3,56 x 7,05 m e apenas por isso já é possível entender porque é a principal atração da Magyar Nemzeti Galéria, em Budapeste. Benczúr foi muito feliz na execução do trabalho, conseguindo agrupar as figuras de uma forma engenhosa, permitindo fluidez na composição, mesmo ela contendo tantos personagens. Houve toda uma pesquisa sobre figurinos, adereços e tipos físicos da época, para que a execução ganhasse autenticidade e se tornasse o ícone histórico que é hoje.

GYULA BENCZÚR - Luis XV e Dubarry - Óleo sobre tela - 1874

GYULA BENCZÚR - Piquenique de verão - Óleo sobre tela

Gyula Benczúr nasceu na cidade húngara de Nyiregyhaza, no dia 28 de janeiro de 1844, filho de William Benczúr e Paulina Laszgallner. Sua família mudou-se para a cidade de Kosice, quando ele tinha dois anos de idade. Foi numa escola de artes dessa cidade que ele começou a ter os primeiros ensinos em desenho e pintura. Em 1861, foi aceito pela Academia de Belas Artes de Munique, onde foi orientado por Hermann Anschütz e Karl von Piloty. Em 1869, passou uma temporada de estudos na Itália e concluiu os aprendizados em mais uma viagem pela França, no ano de 1874.

GYULA BENCZÚR - O batismo de Vajk
Óleo sobre tela - 358 x 247 - 1875
Galeria Nacional da Hungria

GYULA BENCZÚR - O batismo de Vajk (detalhe)

No ano de 1875, Benczúr alcançou sucesso internacional quando ganhou a competição nacional húngara com a pintura histórica representando o batismo do Rei Stephen. Um estudo preparatório desse tema teria sido executado no ano de 1870. A segunda versão, bastante modificada em relação ao estudo, situada hoje na Galeria Nacional da Hungria é um imponente trabalho do artista, que vale uma visita virtual com mais atenção, pois está disponível em altíssima resolução. (https://www.google.com/culturalinstitute/beta/asset/the-baptism-of-vajk/bQHUTgSSwdPyAQ). Com a ajuda de sua capacidade de pintar materiais pomposos e criar composições vívidas - que ele adquiriu do mestre Piloty, e ao estudar a arte de Rubens e Tiepolo, Benczúr criou um quadro representativo da pintura historicista. Não é sem razão que Benczúr se tornou o rei da pintura na Hungria durante esse período, o favorito dos governantes e da aristocracia. Ele possuía virtuosismo técnico e a capacidade de se adequar aos requisitos de seus clientes - dois recursos que eram necessários para obter posição de destaque naquele momento.

GYULA BENCZÚR - O batismo de Vajk (detalhe)

GYULA BENCZÚR - O batismo de Vajk (detalhe)

As coisas começaram a acontecer de maneira mais espontânea após a premiação, e Benczúr recebeu encomendas e propostas de trabalhos interessantes, como o auxílio a Piloty, na execução dos afrescos do Maximilianuem e o Rathaus, na cidade de Munique. Além de ilustrar livros do grande escritor alemão naquele momento, Friedrich Schiller, ele também conseguiu diversas comissões para o Rei da Baviera.

GYULA BENCZÚR - Bacante - Óleo sobre tela - 1881

GYULA BENCZÚR - Narciso
Óleo sobre tela - 115 x 110,5 - 1881 - Galeria Nacional da Hungria

Em 1873, Benczúr casou-se com Carolina, irmã de um artista amigo, com quem teve quatro crianças. Ela faleceu prematuramente em 1890, e em 1892, ele casou-se novamente com Piroska Ürmössy Balthazar. Em 1875, ele tornou-se professor da Academia de Belas Artes de Munique. Logo depois, ele construiu uma casa em Ambach, no Lago Starnberg, projetada pelo seu irmão Béla Benczúr, onde passava principalmente as férias de verão. Em 1883, ele retornou à Hungria, retomando a função de professor de arte. Já era um artista renomado, requisitado para a execução de obras históricas, religiosas e retratos.

GYULA BENCZÚR - Minhas crianças - Óleo sobre tela - 1881

GYULA BENCZÚR - Cleópatra - Óleo sobre tela - 1911

A pintura inicial de Benczúr era bem ao estilo Biedermeier, executando retratos e cenas românticas de gênero, bem como ao estilo histórico de Piloty, seu grande mentor. Mais tarde, pintou nus, retratos e cenas mitológicas, todas muito requisitadas e muitas delas premiadas. Suas obras ganharam medalha de ouro em Paris (1878, 1900), Berlim (1886, 1910), Viena (1877, 1888) e Munique (1888). Suas filhas Olga e Ida, também se tornaram artistas famosas e requisitadas.

GYULA BENCZÚR - Jovem com rosas - Óleo sobre tela - 1868

GYULA BENCZÚR - Mulher lendo em uma floresta - Óleo sobre tela - 1875

GYULA BENCZÚR - Retrato da Rainha Elizabeth
Óleo sobre tela - 1899

Gyula Benczúr faleceu no dia 16 de julho de 1920, na cidade de Benczúrfalva (a cidade anteriormente se chamava Szécsény e teve o nome alterado em sua homenagem). Já foram organizadas várias exposições retrospectivas sobre o artista:  uma exposição memorial de suas obras em Budapeste em 1920, a Galeria de Arte , em 1944, o Museu de Belas Artes , em 1958, a Galeria Nacional da Hungria , e em 2001 o Museu Ernst .

GYULA BENCZÚR - Autorretrato
Óleo sobre tela