domingo, 14 de janeiro de 2018

COMUNICAÇÃO E EVOLUÇÃO


Um dos maiores desafios da Física Quântica está relacionado à comunicação. Levar ao grande público leigo, que não é cientista, o entendimento e consequentemente o conhecimento de uma nova visão. Aliás, até entre o público da própria Ciência atual, a resistência e o atrito criado pela introdução de uma nova visão de mundo, faz com que a Física Quântica seja um assunto ignorado e em certas vezes até ridicularizado. Por que isso acontece? Porque a Física Quântica, responsável por todo esse boom tecnológico, que vai desde até a criação de um simples controle remoto até a gênese de uma bomba atômica, é ignorada e tratada sem a importância que lhe é de direito? Por trás dessa resposta há uma série de interesses, que vai muito além do controle econômico e manutenção do sistema capitalista vigente.
Em primeira análise, a ignorância sobre o que é átomo, certamente seja o maior entrave para o entendimento da Física Quântica. Pessoas de altos postos de trabalho, responsáveis por departamentos importantes de empresas e diversos segmentos públicos e privados, não conseguem definir ou mesmo sequer já tenham ouvido falar mais profundamente sobre o átomo. Os próprios estudantes apegam-se a um conceito simplista e sem profundidade. Trazem umas parcas informações, aprendidas na obrigatoriedade de uma grade curricular manipulativa, que pouco ensina e muito cansa. De fato, a ignorância ao mundo acadêmico científico e todo seu conteúdo, seja um dificultador para a evolução de cada ser humano. Mas, muito mais sério que isso, é o fato de as pessoas não se fazerem, com sinceridade, apenas três perguntas: de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde vamos? Esses já seriam os primeiros passos dados rumo à uma evolução que nos é nata, e que muitas vezes ignoramos.
Por diversas vezes, na história da humanidade, as respostas para tais perguntas  já foram solucionadas e oferecidas a quem quisesse dar ouvidos. Buda, Jesus, Lao Tzi, Maomé, Confúcio... Diversos foram os anunciadores de uma nova visão de mundo, libertadora, que ensinavam o convívio harmônico com o criador de todas as dimensões. Pelas limitações tecnológicas da época que por aqui estiveram, falavam em parábolas e conquistavam pelo exemplo. Deixaram muitos seguidores, que infelizmente manipularam suas palavras e ficaram cada vez mais distantes daquele convívio harmônico profetizado.

NUMA MARZOCCHI DE BELLUCI - Uma lição do Alcorão
Óleo sobre tela - 115,6 x 64,1
Todas as grandes religiões têm, em sua essência,
uma mensagem que nos coloca em sintonia
com a "Verdade última". Por interesses particulares,
muitas instituições religiosas deturparam isso com o correr dos séculos.

Com o passar dos séculos, o mundo foi se dotando tecnologicamente, graças ao avanço da ciência, em especial da Física. Curiosamente, o que nos trouxe até aqui foi uma ciência com vocação ateia, que nunca compactuou com a possibilidade de uma existência metafísica, não importa como ela seja. O resultado para essa negação de que haja uma consciência concebendo toda essa realidade, é que a Ciência tradicional tem limites. Fronteiras que vão além da experimentação material e dos estudos de fenômenos. A ciência nunca se preocupou com a “verdade última”, como realçou Niels Bohr. Mas, a ciência dos últimos tempos entrou em uma encruzilhada. A Física quântica proporcionou um avanço tecnológico sem precedentes nesses últimos cem anos. Desde o entendimento e comprovação de partículas dos elétrons, à construção dos mais diversificados tipos de equipamentos eletrônicos, de comunicação e nucleares. Para conceber tudo isso que nos foi oferecido nessas últimas décadas, a Ciência teve que reconhecer que não era mais possível se orientar unicamente pela Mecânica tradicional de Newton, pois ela se presta somente para essa realidade material. A Física quântica só conseguiu produzir todas as invenções até então, valendo do princípio de que tudo é uma única onda eletromagnética, e que toda matéria observável emerge de um vácuo quântico, nome aceitável por ela para um criador que a tudo concebe, uma consciência que tudo é. Só que o vácuo quântico não é observável e nem comprovável como nenhum fenômeno dessa ciência atual e tradicional.

Aqui começa o dilema do início dessa matéria. Como levar ao grande público, que não tem acesso aos laboratórios de análise científica, uma conquista dessa magnitude? Como expressar em palavras, a definição de um criador indizível? Quanto mais se aproxima da verdade última, do criador, menos é preciso entender como tudo funciona, pois basta apenas sentir, sem racionalização. É essa, a grande notícia já assumida pelos descobridores e mentores da Mecânica quântica, comprovada em “n” experimentos elaborados pela própria Mecânica quântica. Mas, são outros segmentos que detém o poder nesse mundo de matérias, e a Física quântica fica relegada, por enquanto, aos porões da ciência. Interessam as vantajosas invenções, graças ao que ela proporciona, e nada além disso. A grande comunicação a ser feita, aquela que proporcionaria a evolução definitiva a que todos os seres conscientes desse planeta foram propostos, ainda é negada. Um grande movimento já começa a despertar em uma parte considerável da sociedade, indicando que há muito mais luz no fim desse túnel. Falaremos sobre isso mais adiante.

PAULO ANDRÉ FRYDMAN - Encontros - Arte digital sobre papel fotográfico - 50 x 50 - 2017
Pela Mecânica quântica, confirma-se aquilo que já foi anunciado,
há muitos anos, pelas antigas escolas de mistério e pelos grandes
metafísicos do passado: somos partícula e onda ao mesmo. Temos um
corpo físico e espiritual, que caminham em paralelo.
Ora sentidos como partícula, nessa dimensão, ora apenas onda,
em todas as outras dimensões.